Simulador de Financiamento SAC vs Price
Compare os dois sistemas de amortização lado a lado com gráfico — antes de assinar qualquer contrato.
Atualizado: março de 2026Dados do financiamento
Imóvel, veículo etc.
Valor pago na entrada
Ex: 1 para 1% ao mês
Ex: 360 para 30 anos
SAC ou Price: qual escolher?
No SAC, as parcelas começam mais altas mas caem com o tempo — porque a amortização é constante e os juros diminuem à medida que a dívida encolhe. Você paga menos juros no total e termina o financiamento com a dívida mais controlada.
Na Price, a parcela é fixa do início ao fim — mais previsível para o orçamento, mas você paga mais juros no total porque o saldo devedor demora mais para cair.
Como a taxa de juros impacta o total pago?
Pequenas diferenças na taxa de juros se traduzem em diferenças enormes no total pago ao longo de décadas. Em um financiamento de R$ 300.000 em 30 anos, a diferença entre 0,8% e 1% ao mês pode significar mais de R$ 100.000 em juros extras.
Como funciona a amortização de um financiamento
Em todo financiamento, cada parcela é composta por duas partes: os juros cobrados sobre o saldo devedor do mês e a amortização, que é o valor que efetivamente abate a dívida. Quanto maior a amortização, mais rápido o saldo devedor cai.
No SAC, a amortização é constante — o mesmo valor todos os meses. Por isso as parcelas são decrescentes: os juros diminuem mês a mês conforme o saldo cai, mas a parcela de amortização não muda. Na Price, acontece o oposto: a amortização começa pequena e cresce com o tempo enquanto os juros encolhem, mantendo a parcela total fixa. No final do contrato, o saldo devedor chega a zero nos dois casos — mas o caminho é diferente.
Como calcular a parcela do financiamento
Cada sistema usa uma fórmula diferente:
- SAC:
Parcela = (Principal ÷ n) + (Saldo Devedor × i)— valor decresce a cada mês - Price:
PMT = PV × [i(1+i)^n] ÷ [(1+i)^n − 1]— parcela constante do início ao fim
Na prática, ninguém precisa fazer essa conta à mão. Use o simulador acima para inserir o valor financiado, a taxa de juros e o prazo — e compare os dois sistemas em segundos.
SAC ou Price: o que os bancos usam?
A Caixa Econômica Federal oferece ambos os sistemas no crédito imobiliário. Nos contratos do SFH financiados com FGTS, o SAC é adotado como padrão. No SBPE (financiamento com recursos de poupança), você pode escolher. O Banco do Brasil e o Bradesco também disponibilizam os dois sistemas na maioria das linhas imobiliárias.
Em geral, nas linhas de crédito livre, os bancos costumam apresentar a Price primeiro — as parcelas iniciais menores facilitam a aprovação de crédito, já que o comprometimento de renda inicial fica menor. Mas do ponto de vista financeiro, o SAC tende a ser mais vantajoso para o tomador: você paga menos juros no total e quita a dívida com o saldo devedor caindo mais rapidamente.
Vale a pena amortizar antes do prazo?
Na maioria dos casos, sim. Ao fazer uma amortização extraordinária, você pode escolher entre dois caminhos: reduzir o prazo (mantendo a parcela atual) ou reduzir o valor da parcela (mantendo o prazo original). Reduzir o prazo é financeiramente mais eficiente — você para de pagar juros mais cedo e economiza no total.
Reduzir a parcela pode fazer mais sentido se o dinheiro liberado for investido com rentabilidade superior à taxa do financiamento. Como referência, compare a taxa do seu contrato com o CDI ou a Selic: se seu financiamento cobra 1% ao mês (≈ 12,7% ao ano) e seus investimentos rendem menos que isso, amortizar é a melhor decisão.
Qual prazo escolher?
Prazos mais longos reduzem a parcela mensal, mas aumentam muito o total pago em juros. Num financiamento de R$ 300.000 a 1% ao mês: em 180 meses, a parcela SAC inicial é ~R$ 4.667 e o total de juros chega a ~R$ 271.000; em 360 meses, a parcela cai para ~R$ 3.833 — mas os juros sobem para ~R$ 541.000, praticamente o dobro.
A regra prática é escolher o menor prazo que caiba no orçamento. O mercado recomenda comprometer no máximo 30% da renda bruta mensal com a parcela. Se a parcela de um prazo mais curto ultrapassar esse limite, aumente o prazo — e use amortizações extraordinárias sempre que possível para encurtar o contrato ao longo do tempo.